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Que história é essa de amor próprio?

Foto do escritor: Luciana Felix
Luciana Felix
14 de jun.
2 min de leitura

Quantas vezes você já ouviu no seu processo terapêutico ou em algum post de rede social, sobre a importância de cultivar o amor próprio?

E no minu

to seguinte você se questiona, como eu faço isso? Nunca ninguém me ensinou, que livro eu preciso ler para entender mais do assunto, quem eu preciso seguir para me sentir inspirada o suficiente para desenvolver um ato que é tão importante...

Por muito tempo, quando meus pacientes me questionavam eu também não sabia responder ou quando respondia era algo muito mecânico, artificial, quase que um slogan de marca de skincare..


Com o tempo eu fui entendendo, ao passar das minhas próprias experiências e vivências, que cultivar o amor próprio é estar confortável em si, onde quase não há espaços para críticas severas, julgamentos fundamentados em senso comum.

Estar confortável em si, é bonito de se falar, mas exige um processo não tão belo assim, afinal de contas, você se lembra da última vez que realizou algo por você, por mais simples que seja, sem o peso do julgamento e da crítica?

É difícil lembrar não é mesmo!? É difícil porque somos seres coletivos, e incrivelmente desconfortável se desprender dos julgamentos massificados, sempre estamos tentando desempenhar algo, mas quando eu entendo minha parte ancestral (coletiva) eu tenho uma maior abertura para a minha auto aceitação... aceitar é estar em si, olhar com carinho e muito respeito a minha trajetória e quem eu sou e continuamente estou me tornando.


Acolher minhas esquisitices, complexidades e contrariedades, entendendo o que me deixa confortável em mim mesmo. Cuidando de plantas, lendo, fazendo exercícios, não fazendo nada.. cultivar o auto amor e auto estima não precisa estar relacionado ao quanto eu desempenho e sim o quanto minha mente se silencia para dar espaço ao que deixa meu coração quentinho.

 
 
 

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